domingo, 25 de novembro de 2018
TOLERÂNCIA - VERSÃO ELIANA
Os trabalhos de casa implicavam definir a palavra tolerância e eu estava tentar explicar, por palavras simples, o que era a tolerância quando a Eliana me interrompe assinalando que já tinha percebido.
Eu interrompo a explicação e escuto-a.
- Sim, sim, eu estou a perceber. É ser amiga de uma amiga chata. - e sorriu.
| Uma criança maravilhosa, fotografada a 25/11/2018 |
Maravilhoso. Achei que tinha percebido mesmo bem.
sábado, 10 de novembro de 2018
TERTÚLIA BIBLIOTECA CALMARIA
Hoje, sábado dia 10 de Novembro, a Eliana esteve a contar a sua história na Tertúlia Biblioteca Cal'maria e foi uma experiência surpreendente, como já tinha sido o convite para participar.
O convite veio via Facebook, através da Anabela Bento.
"Olá Luísa. Gostávamos de lhe fazer um desafio.Queria convidá-la para uma biblioteca cal'maria.
E o que é uma biblioteca cal'maria?
Adiantando o conceito e o nosso pedido, neste momento a actividade que lhe solicitamos seria ser um dos livros na nossa biblioteca, num enquadramento de combate à exclusão social e "curvas no caminho" que nos levam ao "coração no sítio certo"; isto tudo entre outros “livros humanos” diferentes a falarem sobre as suas diferenças e esperanças num mundo que as respeita cada vez mais.
A cal'maria é um projecto de empreendedorismo social e tem, também, esta função de conectar pessoas e abanar consciências.
Poderá ver o caminho já palmilhado em:
www.calmaria.pt
ou em
https://www.facebook.com/calmariasocial?pnref=sto
Como referido, neste momento o desafio que queremos lançar-lhe salta do sorriso para as páginas da vida. Estaremos a abrir as portas à biblioteca humana cal'maria no dia 10 de Novembro, entre as 15h e as 18h30m.
A sua missão, caso a aceite, é tornar-se livro e nessas horas dialogar com quem o escolher para ler. O importante aqui, como bem sabe, é a partilha de histórias de vida e o diálogo, inspirando os outros. Nesse dia teremos 6/8 livros na estante, graciosamente “espalhados”, e seria uma alegria imensa se a sua capa estivesse à vista e o seu título no arquivo do dia.
Dito isto, ficamos a aguardar que os ventos desse lado sejam favoráveis a esta viagem.
Aceite o desafio, solicitamos o título e a sinopse do livro, Luisa. Se preferir que lhe ligue para explicar melhor o conceito, envie-me o seu número, por favor.Com c'alma, alma e o coração no sítio certo, aguardamos ansiosamente a sua resposta.
Eu li a mensagem e não percebi nada. E quando não percebo nada mas tenho aquela intuição de que deve ser algo mesmo interessante digo que sim. E foi o que fiz. respondi que achava muito interessante e expliquei que o conceito me parecia muito giro, que cada pessoa, de facto, é uma história, uma história de vida que pode ser contada e dei os parabéns.Perguntei as horas da iniciativa porque pensei logo levar a Eliana e expliquei que o meu livro era escrito a duas mãos, as minhas e as da Eliana, só tendo sentido, ter na capa, nós as duas.
E acrescentei O título é a Viagem da Eliana e conta a história verídica de uma criança que com quatro anos chegou a Portugal, sem o acompanhamento de familiares e da família que a acolheu.
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O convite veio via Facebook, através da Anabela Bento.
"Olá Luísa. Gostávamos de lhe fazer um desafio.Queria convidá-la para uma biblioteca cal'maria.
E o que é uma biblioteca cal'maria?
Adiantando o conceito e o nosso pedido, neste momento a actividade que lhe solicitamos seria ser um dos livros na nossa biblioteca, num enquadramento de combate à exclusão social e "curvas no caminho" que nos levam ao "coração no sítio certo"; isto tudo entre outros “livros humanos” diferentes a falarem sobre as suas diferenças e esperanças num mundo que as respeita cada vez mais.
A cal'maria é um projecto de empreendedorismo social e tem, também, esta função de conectar pessoas e abanar consciências.
Poderá ver o caminho já palmilhado em:
www.calmaria.pt
ou em
https://www.facebook.com/calmariasocial?pnref=sto
Como referido, neste momento o desafio que queremos lançar-lhe salta do sorriso para as páginas da vida. Estaremos a abrir as portas à biblioteca humana cal'maria no dia 10 de Novembro, entre as 15h e as 18h30m.
A sua missão, caso a aceite, é tornar-se livro e nessas horas dialogar com quem o escolher para ler. O importante aqui, como bem sabe, é a partilha de histórias de vida e o diálogo, inspirando os outros. Nesse dia teremos 6/8 livros na estante, graciosamente “espalhados”, e seria uma alegria imensa se a sua capa estivesse à vista e o seu título no arquivo do dia.
Dito isto, ficamos a aguardar que os ventos desse lado sejam favoráveis a esta viagem.
Aceite o desafio, solicitamos o título e a sinopse do livro, Luisa. Se preferir que lhe ligue para explicar melhor o conceito, envie-me o seu número, por favor.Com c'alma, alma e o coração no sítio certo, aguardamos ansiosamente a sua resposta.
Eu li a mensagem e não percebi nada. E quando não percebo nada mas tenho aquela intuição de que deve ser algo mesmo interessante digo que sim. E foi o que fiz. respondi que achava muito interessante e expliquei que o conceito me parecia muito giro, que cada pessoa, de facto, é uma história, uma história de vida que pode ser contada e dei os parabéns.Perguntei as horas da iniciativa porque pensei logo levar a Eliana e expliquei que o meu livro era escrito a duas mãos, as minhas e as da Eliana, só tendo sentido, ter na capa, nós as duas.
E acrescentei O título é a Viagem da Eliana e conta a história verídica de uma criança que com quatro anos chegou a Portugal, sem o acompanhamento de familiares e da família que a acolheu.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2018
O MELHOR DE DOIS MUNDOS
Uma criança, de seis anos, cresce entre dois mundos, chegou a falar balanta e, agora, já só fala português e algum crioulo da Guiné Bissau.
Chama mãe, a quem, aqui em Portugal, a está a cuidar na ausência dos pais, mas sabe muito bem quem são os seus pais e irmãos na GuinÉ Bissau e, quase todas as semanas, fala com eles quando a internet o permite ou recebe fotos da família desde a tabanca de seus pais.
Hoje mesmo, nas suas brincadeiras, entre outras coisas, imaginou-se com dezoito anos, já casada e com filhos, a visitar a mãe portuguesa e a mãe guineense, brincadeira que só interrompeu quando foi tempo de sair .
Na rua, encontrei-a a saltitar, no passeio, d com ar feliz.
Nos cabelos, quando a fotografei, prendeu-me o olhar um delicioso pormenor do cabelo, com o laço branco de seda, tão europeu a apanhar umas tranças cheias de contas, tão africanas.
Chama mãe, a quem, aqui em Portugal, a está a cuidar na ausência dos pais, mas sabe muito bem quem são os seus pais e irmãos na GuinÉ Bissau e, quase todas as semanas, fala com eles quando a internet o permite ou recebe fotos da família desde a tabanca de seus pais.
Hoje mesmo, nas suas brincadeiras, entre outras coisas, imaginou-se com dezoito anos, já casada e com filhos, a visitar a mãe portuguesa e a mãe guineense, brincadeira que só interrompeu quando foi tempo de sair .
Na rua, encontrei-a a saltitar, no passeio, d com ar feliz.
Nos cabelos, quando a fotografei, prendeu-me o olhar um delicioso pormenor do cabelo, com o laço branco de seda, tão europeu a apanhar umas tranças cheias de contas, tão africanas.
terça-feira, 6 de novembro de 2018
ESTE MENINO DE SUA MÃE
Leio os relatórios do pequeno menino. O menino de sua mãe.
Tem menos de dois anos e veio para Portugal com um processo de evacuação médica ao abrigo dos acordos que ligam Portugal e alguns dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, para assegurar assistência médica em Portugal aos cidadãos destes. Entre eles, encontra-se um dos países mais pobres do mundo, a Guiné Bissau.
Não sei, quanto este menino esperou para ser evacuado, quanto tempo a sua mãe rezou para que viessem cedo para Portugal e voltassem depressa a casa, mas o tempo desta espera, marca o seu pequeno corpo deformado.
Está quase cego.
A mão esquerda permanece fechada a contrastar com a direita.
A perna esquerda dobra-se ao peso, a direita não suporta o corpo.
Não sei, quanto este menino esperou para ser evacuado, quanto tempo a sua mãe rezou para que viessem cedo para Portugal e voltassem depressa a casa, mas o tempo desta espera marca o seu curto desenvolvimento.
Não fala.
Não bate palmas.
Não gatinha.
Não sei, quanto este menino esperou para ser evacuado, quanto tempo a sua mãe rezou para que viessem cedo para Portugal e voltassem depressa a casa, mas o tempo desta espera marca o amor dos dois.
Não é bom ser doente na Guiné Bissau.
Não é bom ser considerado uma desgraça.
Não é possível, na pobreza, mudar o mudo.
Leio todas as complicações que teve em bebé e penso na imensa regalia que é termos acesso aos cuidados de saúde primários, estarmos na Europa. tantas limitações que se poderiam ter evitado com medicamentos de acesso fácil na Europa.
Este menino teve complicações e hoje tem graves sequelas porque nasceu na Guiné Bissau, sem acesso a saúde e quando a teve, através do processo de evacuação médica, foi tarde.
Este menino de sua mãe. Este menino de sua mãe.
Não foi à guerra. De balas não foi trespassado.
Lá longe, em casa, há a prece: "Que volte cedo, e bem!".
Este menino de sua mãe. Este menino de sua mãe.
Que malhas este Império tece! ( Fernando Pessoa)
Tem menos de dois anos e veio para Portugal com um processo de evacuação médica ao abrigo dos acordos que ligam Portugal e alguns dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, para assegurar assistência médica em Portugal aos cidadãos destes. Entre eles, encontra-se um dos países mais pobres do mundo, a Guiné Bissau.
Não sei, quanto este menino esperou para ser evacuado, quanto tempo a sua mãe rezou para que viessem cedo para Portugal e voltassem depressa a casa, mas o tempo desta espera, marca o seu pequeno corpo deformado.
Está quase cego.
A mão esquerda permanece fechada a contrastar com a direita.
A perna esquerda dobra-se ao peso, a direita não suporta o corpo.
Não sei, quanto este menino esperou para ser evacuado, quanto tempo a sua mãe rezou para que viessem cedo para Portugal e voltassem depressa a casa, mas o tempo desta espera marca o seu curto desenvolvimento.
Não fala.
Não bate palmas.
Não gatinha.
Não sei, quanto este menino esperou para ser evacuado, quanto tempo a sua mãe rezou para que viessem cedo para Portugal e voltassem depressa a casa, mas o tempo desta espera marca o amor dos dois.
Não é bom ser doente na Guiné Bissau.
Não é bom ser considerado uma desgraça.
Não é possível, na pobreza, mudar o mudo.
Leio todas as complicações que teve em bebé e penso na imensa regalia que é termos acesso aos cuidados de saúde primários, estarmos na Europa. tantas limitações que se poderiam ter evitado com medicamentos de acesso fácil na Europa.
Este menino teve complicações e hoje tem graves sequelas porque nasceu na Guiné Bissau, sem acesso a saúde e quando a teve, através do processo de evacuação médica, foi tarde.
Este menino de sua mãe. Este menino de sua mãe.
Não foi à guerra. De balas não foi trespassado.
Lá longe, em casa, há a prece: "Que volte cedo, e bem!".
Este menino de sua mãe. Este menino de sua mãe.
Que malhas este Império tece! ( Fernando Pessoa)
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| O menino de sua mãe |
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
EXISTEM BRUXAS BOAS? EU QUERO SER MUITO A AJUDAR E SER BOAZINHA.
- Vá lá! Vá lá! - pedia-me, dias e momentos seguidos, que a levasse à festa do Haloween.
Comemorou o Haloween, com a Mónica Abreu, ainda em casa a aguardar a cirurgia.
Comemorou o Haloween, no jantar do Dia das Bruxas, no Jardim Botânico da Ajuda, o ano passado e reparámos como era divertida, a festa, como concurso de decoração de abóboras, Jogo de pistas e concurso de máscaras.Fui buscá-la à escola e fiz a surpresa de levar um vestido e um chapéu de bruxinha
E mostrei o nariz de bruxa que tinha
comprado para mim. Ficou encantada. Deu gargalhadas e quando soube que voltávamos ao jantar do Dia das Bruxas, no Jardim Botânico da Ajuda, como no ano passado, começou logo antecipar.
E mostrei o nariz de bruxa que tinha
| Uma saída de escola feliz e divertida! |
Calou-se, pensou e voltou com uma pergunta.
| Uma bruxa boa! |
- Posso ser uma bruxa boa? As bruxas boas existem? Eu
quero ser uma bruxa boa, a ajudar o Jesus, muito bem educada.
quero ser uma bruxa boa, a ajudar o Jesus, muito bem educada.
Eu só, pude sorrir.
Esta miúda faz pontes onde nunca as equacionei.
| O nosso trabalho final. Faltou fazer as cavidades |
Jantámos o jantar assombrado
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