quinta-feira, 16 de maio de 2019

OLHOS CASTANHOS, OLHOS AZUIS, OLHOS VERDES!



Eliana, tem sete anos, é da Guiné Bissau e vive em Portugal desde os quatro anos. Hoje, a caminho da escola, partilhou esta descoberta, que agora escrevo.
Olhos castanhos.
- Sabes, que eu pensava que os olhos castanhos viam tudo, castanho, os olhos azuis viam tudo, azul e os olhos verdes viam tudo, verde?
- Sim? - digo eu, a registar, mais uma vez, as coisas que esta miúda vai pensando e concluindo, sobre o mundo que a rodeia.
- Pois! Mas afinal, todos os olhos, estão a ver a mesma coisa.
- Pois é! - concordei eu, sem deixar de reflectir como seria bom, que aos sete anos, todo o ser humano já tivesse, por observação e reflexão interior, concluído, por si só, esta basilar verdade:
- Vemos todos a mesma coisa, seja através de, olhos castanhos, azuis ou verdes.
E, como seria o mundo e as relações entre os seres humanos, se aos oito anos de idade, as crianças já tivessem alargado esta conclusão, à cor de pele, à cor do cabelo, ao formato do corpo, à beleza do rosto, ao lugar onde se vive, à língua que se fala, à religião que se professa ?
A ideia de semelhança entre eu e os outros, tem o seu significado pleno, quando resulta da própria observação da criança do mundo que a rodeia, sendo tão enriquecedor, que o adulto que para ela é referência a certifique como verdadeira. Eu sinto assim!

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