segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

TER SONO E FINGIR QUE NÂO TEM

- Mãe, sabes que eu tinha mesmo sono mas estava a fingir que não tinha?
- Sim? - digo eu, distraída, a abrir a cama para ela se deitar depois de uma, muito dramática, birra.
- Desculpa, por isso chorei! E caí, agora, magoei-me na testa. E dói-me! 
- Está bem! Fazemos as pazes.- digo eu, aliviada, da tensão ter desaparecido.
- Mas olha! - continuou ela - Eu tenho mesmo medo do escuro!!! É sempre verdade. - e deve estar a lembrar-se que se faz birras vai para a cama sem história e sem luz.
E corre, sorridente, pulando em cima da cama para me dar um abraço.
- A minha cabeça é mesmo tontinha! - diz, cheia de boa-disposição depois de desfazer o abraço. Dá mais um pulo, olha-me e deve ter percebido que estou mais mais relaxada ou que os meus olhos brilham e avança.
- Podes ler-me uma história?

Pronto, percebi o objectivo de toda esta argumentação.


Como a Eliana sabe que, depois de uma birra, não há histórias, nem companhia, fica assim a normalidade, reposta.


- Ok. Escolhe o livro! - respondo-lhe eu, que também gosto de finais felizes quando é preciso que ela vá adormecer.

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