Olho a fotografia da Eliana, tão bebé.
Dorme enrolada num maravilhoso pano africano que comprei quando ela ainda estava no hospital.
Relembro como, quando ela chegou aqui a casa, eu usava os panos africana para a envolver e adormecer porque, principalmente, me tranquilizavam, acreditando que, os panos fariam a necessária ponte entre o meu mundo e o mundo da Eliana, tão distante e tão diferente do meu.
Certamente, por tanto que me preocupei com o seu bem estar, hoje, a Eliana, com os seus sete anos
(sete anos, dia 29 julho, como está sempre a sublinhar), tem uma preocupação constante, em me tranquilizar, de que tudo está bem com ela.
Num destes dias, pensei falar-lhe na possibilidade de ter de ir à Guiné e perguntei-lhe como se sentiria se fosse, com alguém, como aconteceu quando chegou a Portugal, ficando eu cá em casa, não a acompanhando.
Olhou-me, pensou e disse-me assim:
- Não te preocupes! - e eu percebi que sentia a minha preocupação - Lá na Guiné, a minha família dorme toda na mesma cama - e sorriu - Nunca vou ter medo de dormir sozinha.
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