Ontem, estivemos na Fundação PT com Graça Rebocho e Maria Teresa Saint Maurice.
Uma ponte, entre as crianças mais frágeis e a boa vontade de quem pode ajudar, a ajudar.
Eliana, uma embaixadora da Guiné Bissau, uma história de vida que nos desafia a pensar, no nosso conforto, numa perspectiva mais positiva, mais reflexiva, mais generosa.
Muito obrigada pela simpatia e disponibilidade.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
AS PRINCESAS NÂO USAM COLLANTS
- Posso vestir-me de princesa ?
- Podes!
A miúda, despe-se, descalça-se.
- Podes!
A miúda, despe-se, descalça-se.
Acha que está pronta para vestir o vestido de princesa, por cima da pele, sem camisolas interiores nem meias.
Olho para ela e digo-lhe.
- Eliana, podes vestir o vestido de princesa com camisola interior de mangas compridas, casaco de malha e collants. Percebes? Estamos no inverno.
- Eliana, podes vestir o vestido de princesa com camisola interior de mangas compridas, casaco de malha e collants. Percebes? Estamos no inverno.
O ar inicial é de surpresa, total.
- Mãe!!! Casaco, sim. Mangas compridas, sim. Mas collants? Eu tenho de vestir collants ????? - e o ar, agora, é melodramático, suplicante.
- Sim, tens de vestir collants, por causa do frio. É inverno. Se não vestes, vou guardar o fato! - digo eu, calmamente mas em tom de ordem.
Silêncio prolongado do lado da Eliana. Penso que está a compreender que o meu tom é de ordem simples para cumprir.
Olha para mim e começa a vestir os collants com ar resignado e cabeça baixa, até que exclama:
- Sabes, mãe? Sabes? Uma princesa autêntica, NUNCA VESTE COLLANTS. Nunca mesmo! - e abana a cabeça, a reforçar a negação.
- Um dia, tens de perceber isto!!!!!!
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
TER SONO E FINGIR QUE NÂO TEM
- Mãe, sabes que eu tinha mesmo sono mas estava a fingir que não tinha?
- Sim? - digo eu, distraída, a abrir a cama para ela se deitar depois de uma, muito dramática, birra.
- Desculpa, por isso chorei! E caí, agora, magoei-me na testa. E dói-me!
- Está bem! Fazemos as pazes.- digo eu, aliviada, da tensão ter desaparecido.
- Mas olha! - continuou ela - Eu tenho mesmo medo do escuro!!! É sempre verdade. - e deve estar a lembrar-se que se faz birras vai para a cama sem história e sem luz.
E corre, sorridente, pulando em cima da cama para me dar um abraço.
- A minha cabeça é mesmo tontinha! - diz, cheia de boa-disposição depois de desfazer o abraço. Dá mais um pulo, olha-me e deve ter percebido que estou mais mais relaxada ou que os meus olhos brilham e avança.
- Podes ler-me uma história?
Pronto, percebi o objectivo de toda esta argumentação.
Como a Eliana sabe que, depois de uma birra, não há histórias, nem companhia, fica assim a normalidade, reposta.
- Ok. Escolhe o livro! - respondo-lhe eu, que também gosto de finais felizes quando é preciso que ela vá adormecer.
- Sim? - digo eu, distraída, a abrir a cama para ela se deitar depois de uma, muito dramática, birra.
- Desculpa, por isso chorei! E caí, agora, magoei-me na testa. E dói-me!
- Está bem! Fazemos as pazes.- digo eu, aliviada, da tensão ter desaparecido.
- Mas olha! - continuou ela - Eu tenho mesmo medo do escuro!!! É sempre verdade. - e deve estar a lembrar-se que se faz birras vai para a cama sem história e sem luz.
E corre, sorridente, pulando em cima da cama para me dar um abraço.
- A minha cabeça é mesmo tontinha! - diz, cheia de boa-disposição depois de desfazer o abraço. Dá mais um pulo, olha-me e deve ter percebido que estou mais mais relaxada ou que os meus olhos brilham e avança.
- Podes ler-me uma história?
Pronto, percebi o objectivo de toda esta argumentação.
Como a Eliana sabe que, depois de uma birra, não há histórias, nem companhia, fica assim a normalidade, reposta.
- Ok. Escolhe o livro! - respondo-lhe eu, que também gosto de finais felizes quando é preciso que ela vá adormecer.
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